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Tecnologias De Proteção Contra Descargas Atmosféricas

Uma boa proteção contra descargas atmosféricas é essencial, principalmente no Brasil.

 

Descargas atmosféricas são descargas elétricas de origem atmosférica. Diferentemente de uma descarga elétrica comum, além dos sérios riscos ao ser humano, a energia de uma descarga atmosférica pode causar grandes danos à edifícios e equipamentos elétricos. Para tentar controlar essa grande energia e minimizar os riscos decorrentes, foram desenvolvidas várias tecnologias que compõem o que chamamos de SPDA – Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas.

 

O que é SPDA?

Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA) é um sistema cuja função é “captar” descargas atmosféricas e redirecionar a energia para o solo, onde a mesma é dissipada de forma segura. Existem vários tipos de SPDA, cada um baseado em algum conceito físico diferente.

 

 

 

Como ocorrem as descargas atmosféricas?

Devido a fatores meteorológicos, as nuvens e massas de ar atmosféricas ficam eletricamente carregadas. Quando uma nuvem carregada entra em contato com outra de carga diferente, há a tendência das cargas fluírem entre elas, tentando anular essa diferença. Essa transferência de cargas é a descarga atmosférica.

Descargas atmosféricas podem ocorrer entre duas nuvens ou entre uma nuvem e o solo. No caso de descargas “nuvem-solo”, as mesmas ocorrem em decorrência de as nuvens eletricamente carregadas tenderem a perder sua carga para a terra. Nesse processo, a descarga pode atravessar ou atingir objetos que se encontram no caminho, causando danos materiais e até risco de vida.

Sistemas SPDA se baseiam em controlar o caminho percorrido por descargas atmosféricas após a captação e fornecer um trajeto controlado até o solo, onde elas podem se dissipar de forma segura, sem causar danos.

 

Tipos de sistemas

Existem dois métodos de proteção que são extensivamente utilizados em todo o mundo, o método de Franklin e o método da gaiola de Faraday.

 

Franklin

 

O método de Franklin consiste na instalação de uma barra metálica pontiaguda, chamada de “captor”, ligado a um cabo que fica aterrado (enterrado no solo).

 

 

A região abaixo do captor é a região protegida, que pode ser aproximada por um cone.

 

 

 

Gaiola de Faraday

O método da gaiola de Faraday consiste em distribuir cabos aterrados ao redor da edificação, “engaiolando” a mesma.

Este método, mais eficiente que o método de Franklin,

baseia-se no princípio físico de que o campo elétrico dentro de condutores é nulo: em outras palavras, a descarga atmosférica não terá nenhum efeito no espaço dentro da gaiola.

 

Dependendo da edificação, podem-se utilizar as armações metálicas da mesma como uma gaiola de Faraday.

 

 

 

 

 

Bombeiros

 

Dependendo da região geográfica, os órgãos regulamentadores podem obrigar ou recomendar a instalação de algum tipo de sistema de para-raios. A escolha entre o método de Franklin e o de Faraday deve ser feita por um engenheiro eletricista levando em conta a geografia local da edificação (altitude, proximidade com árvores ou outras edificações…), características físicas da edificação e do conteúdo da mesma, como postos de gasolina, por exemplo, que abrigam combustíveis e devem possuir um sistema de proteção bastante robusto, visto que uma descarga atmosférica nas redondezas pode ser conduzida até o combustível e incendiar o mesmo.

No litoral de Santa Catarina, o corpo de bombeiros (CBMSC) obriga que a cada 12 meses seja realizado um laudo técnico que confirme o funcionamento e o bom estado do sistema de proteção instalado nas edificações.

 

Na C2E, possuímos membros capacitados para realizar tanto o laudo quando o projeto de SPDA. Além disso, são engenheiros do mestrado e doutorado da Universidade Federal de Santa Catarina que revisam e assinam os nossos projetos.

 

 

 

 

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Mateus Santos
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